Muito se fala sobre Cloud Computing (ou Computação nas Nuvens), mas sempre foi um assunto que não me interessava tanto. A idéia que me passava era de que deixaríamos de ter computadores para ter "terminais burros", que se conectariam a internet assim que ligados, e lá acessaríamos o sistema operacional e arquivos pessoais, armazenados em discos virtuais, sabe-se lá em que lugar do planeta. Como prova disso, temos aí o Google Chrome OS, onde todos os serviços e aplicativos estão na Web. Quanto ao armazenamento de arquivos, creio que este possa ser feito tanto localmente quanto na Web, mas mesmo assim a idéia não me agradou. Em contrapartida, a Microsoft lançou em 2009 o Windows Azure, entrando assim no mundo da Computação nas Nuvens, com um conceito totalmente diferente. Engana-se quem acha que o Azure é um novo sistema operacional.
O Windows Azure, parte da Plataforma de Serviços Azure, é uma plataforma que pode ser usada para execução de aplicações Windows e o armazenamento de dados na nuvem (CHAPPELL, 2009). O Windows Azure e aplicações para ele escritas, são executadas nos data centers da própria Microsoft, sendo acessados via internet pelos consumidores, sem a necessidade de instalação local de qualquer tipo de aplicativo adicional.
Um ISV (Independent Software Vendor, ou fornecedor independente de software) pode criar uma aplicação, neste caso um SaaS (Software as a Service, ou Software como Serviço) e hospedá-lo nos data centers da Microsoft. Os consumidores acessam o aplicativo e armazenam dados também nesses data centers. Empresas também podem usar o Windows Azure para criar e executar aplicações para seus próprios funcionários. Você utiliza o Live Services? Ele está disponível através do Azure! Microsoft SharePoint Services? Também está disponível! Microsoft Dynamics CRM Services? Nem preciso dizer.
O principal objetivo da plataforma é dar suporte a aplicações que têm um grande número de usuários simultâneos. A própria Microsoft vai construir suas aplicações SaaS com o Windows Azure. O Windows Azure foi projetado para dar suporte a aplicações que escalam horizontalmente, ou seja, que executam múltiplas cópias do mesmo código em vários servidores padrão, ao invés de executar essas mesmas cópias em apenas uma máquina. Aqui é que entra a virtualização, muito comum nos dias de hoje.
Para os desenvolvedores, existe o Microsoft® .NET Services, que oferece um conjunto de serviços voltados ao desenvolvedor e um SDK para a construção de aplicações .NET que serão executadas na nuvem, mas que por enquanto tem sua funcionalidade relacionada à conectividade das aplicações, ao controle de acesso e à hospedagem de fluxos de trabalho. Pode-se pensar no Microsoft® .NET Services como o novo .NET Framework usado para construir aplicações na nuvem, mas se trata apenas de uma malha de desenvolvimento baseada em serviços. Ainda assim, é provável que o Microsoft® .NET Services cresça e, futuramente, inclua mais recursos do .NET Framework na nuvem (SKONNARD, 2009).
Você não desenvolve aplicações em .NET? Sem problemas. O Windows Azure possui interoperabilidade com outras linguagens de programação: Java, PHP, Python e Ruby.
Os serviços da Plataforma Azure são pagos, seja você desenvolvedor ou usuário final. Para usuários finais, o custo não é tão alto, mas caso você use serviços do SQL Azure ou AppFabric, os custos aumentam consideravelmente (embora o custo de transferência de dados continue na faixa dos 0,10, 0,15 centavos de dólar). Os valores podem ser conferidos aqui.
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